quarta-feira, 11 de abril de 2012

Coluna Mister X


Reta final
Até parece que foi ontem a última eleição para deputado e agora já está próxima a de prefeito e vereadores, não tem tempo para inventar ou criar fatos novos, para aqueles que estão nos cargos agora é pé no chão e muita conversa e acerto para não perder votos.  Já para aqueles que querem entrar, é hora de traçar metas e estratégias.

Reunidos
Os membros da oposição estão tentando juntar o vazo quebrado, as peças aos poucos estão se chegando. Nesta última quarta-feira o grupo deu demonstração de que é possível sim uma aliança com todos os partidos, a reunião ocorreu em uma churrascaria da cidade, onde estava Aloísio Torres Guerra (PT), Juarez Francisco Leal o Daio (PSC), Luiz Henrique Germano (PR) e o organizador o professor Fabiano, o Bí (PSB) junto com o deputado estadual Ratinho Junior que veio a Siqueira Campos junto com o ex-candidato a Deputado Federal, o Jura do PHS.

Um passo
O professor Fabiano (Bí) disse que foi um passo importante para o grupo, a reunião serviu de incentivo para que o grupo lance apenas uma chapa para concorrer de igual para igual com a situação em outubro de 2012. Fabiano tem uma boa interlocução e demonstrou uma articulação junto aos líderes da oposição agora é ver o que se resulta dessas reuniões e diálogos.

Vai um pra frente...
...volta dois passos para trás, esse é o dilema do grupo de situação que a cada dia fica mais comentado nas ruas e esquinas, nem quem era firme e forte do grupo já não sabe o que pensar e dizer que é quem dentro do contexto. Enquanto uns tentam incansavelmente reunir e colocar todos os membros do grupo de situação na mesma mesa, outros tentam afastar.  Uma coisa é certa, não existe eleição fácil e se todos não falarem a mesma língua vão ficar falando ao vento sem públicos para escutar.

As máscaras
Dias atrás teve o Baile a Fantasia, mas já tem quem defenda um baile de máscaras, mas só para alguns políticos que se acha superior aos outros. Mas no final de tudo isso é o povo que vai ser o mascarado, o que tem de eleitor que já aprendeu arte de enganar políticos não está no “gibi”. Tem eleitor que está votando em três, até quatro candidatos. Mas quem está ensinando o eleitor a ser falso são os próprios políticos que sempre enganaram os eleitores.

Em Campo
O ex-prefeito Dirceu Rodrigues (PSDB) está em todas e com a corda toda, ele tem levantado cedo e está nas ruas cumprimentado o eleitor. Esta semana foi até a Câmara de Vereadores e assistiu a reunião Ordinária dos nossos bravos legisladores. O ex-prefeito anunciou para os amigos que está na disputa pelo cargo máximo do município, ou seja, pelo cargo de prefeito. Isso é democracia, todos têm direito de tentar candidaturas.

Industrialização


Prefeitura de Siqueira Campos segue com incentivos na industrialização

16 micros e pequenas empresas receberam doações de terrenos; na atual gestão foram mais de 50 empreendimentos beneficiados com esse tipo de incentivo
 Luiz Antonio: esforço constante pela industrialização do município


De Siqueira Campos
Lucas Aleixo

A prefeitura de Siqueira Campos continua incentivando de diversas formas o processo de industrialização que o município vem passando nos últimos anos. Agora foi a vez de 16 micros e pequenas empresas, dos mais variados segmentos, receberem terrenos doados pelo Poder Executivo. Na atual gestão foram mais de 50 empreendimentos beneficiados com esse tipo de incentivo.
“Nosso objetivo é o de fortalecer nossa indústria e comércio cada vez mais, e consequentemente fortalecer também nossa economia”, enaltece o prefeito do município, Luiz Antonio Liechoki (PMDB). “Siqueira Campos vem num processo de industrialização rápido e muito forte, e a prefeitura busca dar todo o suporte para que as empresas que estão aqui cresçam e para que novas empresas se instalem no nosso município”, continua.
De acordo com os cálculos de Luiz Antonio, aproximadamente 300 empregos serão gerados com essas novas doações, levando em consideração que algumas empresas esperavam por esses terrenos para se instalarem em Siqueira Campos e outras aguardavam essa oportunidade para ampliar suas instalações.  “As empresas possuem de quatro a 50 empregados, mas com certeza é mais um grande passo para a geração de emprego no município”, explica o prefeito.
O tamanho dos terrenos também varia de acordo com a necessidade de cada empreendimento, sendo que os menores têm cerca de 400m² enquanto os maiores chegam até 5000m². Lembrando ainda que são empresas de diferentes segmentos, como pequenas metalúrgicas, confecções, fábricas de lajotas e empresas do ramo alimentício.
No embalo, Luiz Antonio aproveita para comemorar o número de empresas hoje presentes em território siqueirense e a expectativa para a vinda de outras grandes empresas. “Siqueira Campos é o município mais industrializado do Norte Pioneiro. Temos aproximadamente 140 indústrias e esse numero está cada vez aumentando mais”, ressalta, lembrando ainda o espaço que o Siqueira Campos tem conseguido nas mídias de todo o Estado graças a esse processo, agora com destaque para a única fábrica de motocicletas do Brasil alojada fora da Zona Franca de Manaus e para a também recém-chegada fábrica de bicicletas – ambas pertencentes ao grupo Pro Tork.
Ainda que enfim de mandato, o prefeito promete continuar lutando para que mais empresas vejam em Siqueira Campos um local propício para o progresso de seus negócios. “Semana que vem estaremos reunidos com uma das maiores empresas de roupas íntimas do Brasil e quem sabe não vamos ter mais boas notícias para nosso município”, revela.



Norte Pioneiro


Deputados incentivam projeto de piscicultura no Norte Pioneiro

Curitiba - Os deputados federal Abelardo Lupion e estadual Pedro Lupion, ambos do Democratas reuniram-se, nesta segunda-feira (dia 9), com técnicos da Secretária do Meio Ambiente (SEMA) e da Universidade Federal do Paraná (UFPR), para discutirem o potencial da piscicultura de municípios do Norte Pioneiro banhados pela represa de Chavantes.
Os deputados receberam o coordenador de recursos hídricos e saneamento da SEMA, Eduardo Gobbi, o representante do grupo integrado de aquicultura e estudos ambientais, Antonio Ostrensky e o consultor ambiental, Helder Nocko, que apresentaram o projeto de mapeamento e da exploração do potencial de criação e, ou reprodução de peixes em condições naturais para os municípios de Ribeirão Claro, Carlópolis, Salto de Itararé  e Siqueira Campos (distrito da Alemoa). 
De acordo com Pedro Lupion atualmente existe um amplo roteiro turístico na região, com resorts, pousadas, chalés, casas de veraneio, cachoeiras, ilhas, riachos, trilhas e praias de água doce nas cidades banhadas pela represa. Somente em Ribeirão Claro e Carlópolis são cerca de 60 mil hectares de área inundada que integram a Rota das Águas. “São inúmeras paisagens deslumbrantes que formam um cenário lindo e ainda pouco conhecido pelos paranaenses”, lembra o deputado.
O projeto apresentado pelos técnicos tem a proposta de fomentar o desenvolvimento turístico e, principalmente, a cadeia pesqueira da região, segundo o deputado Abelardo Lupion.  “Vamos reunir empresários, prefeituras, comunidades e entidades, mas especialmente o pequeno produtor rural que vive às margens da represa de Chavantes”,  explica o deputado federal.
Pedro Lupion enfatiza que a proposta é potencializar e priorizar a adoção de boas práticas de manejo sustentável através de comunidades pesqueiras, visando o aquecimento da economia desses municípios, como novas possibilidades de incentivo ao consumo de peixe, ao lazer e ao turismo na região.
Receptivo a proposta o deputado Abelardo Lupion comprometeu-se a contemplar o  projeto com a disponibilização de recursos federais, através de uma emenda individual para 2013, apresentada junto ao Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).
 Os deputados Pedro e Abelardo Lupion e técnicos da SEMA e da UFPR


Investimento


Fábrica de motos terá apoio 
do Governo do Estado

Agências

O Governo do Estado dará apoio para o empreendimento de R$ 50 milhões anunciado pela empresa Pro Tork, que vai instalar uma fábrica para produzir três modelos de motocicletas de baixa cilindrada no município de Siqueira Campos, no Norte Pioneiro. O investimento será enquadrado no programa de incentivos Paraná Competitivo.
O governador Beto Richa disse que a confirmação do investimento demonstra o esforço do Estado em apoiar a industrialização do interior. "Com o Paraná Competitivo trabalhamos juntos para criar as condições necessárias para a geração de empregos e renda em todas a regiões paranaenses", explica.
Richa lembra ainda que em pouco mais de 14 meses o Paraná atraiu mais de R$ 16 bilhões em investimentos privados, entre eles a Sumitomo Pneus, Klabin, Supremo Cimentos, Renault, Paccar, Catterpillar, Techint, Cargill e outros. "Já superamos os resultados alcançados nos oitos anos do governo anterior", salienta o governador.
O secretário da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros, afirma que a Pro Tork é referência no setor e que a produção das motos traz benefícios para toda a região. "São investimentos como esse que mudam a realidade dos municípios paranaenses, sobretudo das regiões mais distantes da capital. Investimentos que aliam emprego e renda com inovação e tecnologia".
Maior empresa de motopeças da América Latina, a Pro Tork anunciou vai produzir três modelos de motocicletas. “É um orgulho anunciar a primeira fábrica de motos da região Sul do país. De uma indústria quase artesanal de escapamentos passamos para uma potência no segmento de motopeças. Este novo projeto já começa sólido, graças a nossa estrutura e parcerias comerciais”, afirma o diretor da Pro Tork, Marlon Bonilha.
Modelos
De acordo com Bonilha a produção inicial será de três modelos de baixa cilindrada "com a melhor relação custo/benefício do mercado". A Fly 50, Fly 100 e Heavy Duty Pro Tork se aliam as minimotos TR 50F e TR 100F, que já eram produzidas pela empresa.
A nova fábrica conta com seis mil metros quadrados, tem capacidade produtiva de 400 motocicletas por dia e deve gerar cerca de 500 empregos dentro de um ano. Os modelos já estão disponíveis para comercialização no Brasil e na América do Sul.
“Nossa grande vantagem é que todos os itens são fabricados no país, com exceção do motor. Por isso, não apenas conseguimos fazer um veículo de qualidade, mas ainda com preço bastante acessível e peças a pronta entrega. O objetivo é criar uma base forte e expandir ainda mais em 2013, com mais lançamentos”, acrescenta Marlon.
A Pro Tork investe R$ 50 milhões para produzir três modelos de motos 

domingo, 8 de abril de 2012

Falta de recursos


Município com pior gestão vive com baixo orçamento

Da Gazeta do Povo
Conselheiro Mairinck tem o orçamento mensal de R$ 600 mil. Dinheiro é suficiente para pagar pessoal e servidores, mas não sobram recursos para investimentos Município paranaense com o pior desempenho no Índice de Gestão Fiscal da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Conselheiro Mairinck, no Norte Pioneiro, não tem capacidade de investimento. A arrecadação da prefeitura mal consegue pagar a folha dos servidores, fornecedores e cumprir metas estabelecidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Com orçamento de R$ 600 mil mensais, 54% do dinheiro arrecadado é destinado ao funcionalismo e o restante ao atendimento à população.
Na cidade de 3,6 mil habitantes, quase 80% da população depende dos serviços públicos de saúde e assistência social, segundo o prefeito da cidade, Juarez Lelis Granemann Driessen (PR). Sem estrutura própria para fazer o atendimento médico da população, 20% da arrecadação do município é usada para pagar médicos, exames e transporte para pacientes que necessitam de atendimento em Curitiba. De acordo com o prefeito, a situação dificulta investimentos em obras. “O que sobra é usado em pequenos reparos e na manutenção da máquina pública”, diz.
Além das despesas com saúde, também há uma fatia dos recursos que banca gastos com a doação de cestas básicas, passagens rodoviárias e auxílio funeral. “Quase dois terços da população vive com muito pouco, então a prefeitura acaba atendendo às famílias nas necessidades mais básicas”, explica. “Se a prefeitura fosse uma empresa, jamais daria lucro.”
A situação vivida por Con­­selheiro Mairinck é semelhante a de 85% dos municípios brasileiros, conforme o presidente da Associação dos Municípios do Paraná e prefeito de Piraquara, Ga­­briel Samaha. “Essas cidades vivem exclusivamente do Fundo de Participação dos Municípios [FPM], que se divide entre todos. O pacto federativo precisa ser coerente com as demandas”, diz.

Índice contestados
Mesmo assumindo a situação delicada da cidade, a prefeitura de Conselheiro Mairinck contesta os critérios adotados pela Firjan. De acordo com o contador do município, Gláucio Correa, ao analisar as despesas do município a instituição ignorou o dinheiro reservado para saldar execuções judiciais. “Já acionamos a Firjan e se não for feita reavaliação vamos interpelar a federação na justiça. Nossa imagem foi arranhada por erro deles. Não somos irresponsáveis”, garante o contador.

Desafio

Segurar a população, o desafio que permanece no Norte Pioneiro do Paraná


Wenceslau Braz, onde a população cresceu mais no Norte Pioneiro, 18,70% entre 1970 e 2010

Norte Pioneiro perdeu mais de 170 mil habitantes; dos 46 municípios, apenas sete registram crescimento. Além de bons serviços públicos vê-se a necessidade de indústrias
Em 40 anos, o Norte Pioneiro perdeu 171.286 habitantes, equivalentes a 24,36% entre 1970 e 2010, tendo sido a primeira causa a erradicação da cafeicultura. O fim do ciclo algodoeiro e a concentração em Curitiba dos investimentos governamentais em prol da industrialização, a seguir, consumaram o esvaziamento da maioria dos municípios no interior do Estado.
Dos 46 no Norte Pioneiro, apenas sete acrescentaram moradores, Wenceslau Braz à frente, com 18,70%. No geral, a população recuou de 706.038 para 534.752, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Santo Antônio do Paraíso detém o menor número, 2.408, perda de 66,23% comparados aos 7.132 em 1970. O maior decréscimo, porém, se verifica em Santa Cecília do Pavão: 72,6%, de 13.313 para 3.646. Quando já havia perdido 35% dos habitantes, em 1990, Santa Cecília cedeu metade da área e metade da população (178,315 km2 e 8.642 moradores) ao novo município de Nova Santa Bárbara.
Além de bons serviços públicos, vê-se a necessidade de indústrias para se manter as populações, em face da mecanização agrícola. Principal commodity, a soja proporciona um emprego temporário (4-5 meses) em cada 56,2 hectares, contraste alarmante em relação ao café, outrora: um emprego permanente em cada 2,35 hectares. A participação da indústria no PIB regional é inferior a 19%.
A área de café no Estado, que chegou a 1,8 milhão de hectares no auge, em 2011 está reduzida a 91.410 hectares, 74.752 em produção. Ribeirão do Pinhal, onde José Ferroni manteve o café em 2.773 alqueires (6.700 hectares) até a década de 80, perdeu 29% da população, de 19.086 para 13.524 moradores. Só nas fazendas de Ferroni moravam 412 famílias empregadas.

Algodão
Termina na década de 80 o ciclo algodoeiro após o Paraná se tornar o maior produtor do país (34% de participação). O algodão manteve número elevado de arrendatários e porcenteiros, famílias o produziam até em quintais urbanos e motivou invasões de uma das reservas indígenas em São Jerônimo da Serra. A Microrregião Homogênea (MRH) Algodoeira de Assaí compunha-se de sete municípios em 2.239 quilômetros quadrados: Assaí, Jataizinho, Rancho Alegre, Santa Cecília do Pavão, São Jerônimo da Serra, São Sebastião da Amoreira e Uraí.
Abrangendo 7,2% da área ocupada pela cultura no Estado, a microrregião participa com 17,5% da produção em 1975 e aumenta o espaço (para 13,2%) no limiar de 1980, quando a produtividade entra em declínio (participação de 12,1%). Sustentou enorme estrutura da Sanbra (Sociedade Algodoeira do Nordeste) em Assaí, uma cooperativa específica em Jataizinho e outras empresas.
Números
Conforme a análise do censo do IBGE em 1982 pelo engenheiro civil e matemático David Carneiro Júnior, 706.318 pessoas deixaram o Paraná na década de 70, enquanto 1.978.362 se movimentaram dentro do Estado, saindo de um município para outro. ''Último lugar'' em crescimento na década, apenas 0,9% ao ano, o Paraná obteve o equilíbrio pela entrada de 395.830 pessoas. Assim mesmo, ''uma surpresa'' até para o IBGE, ao recensear 7,7 milhões de habitantes ante a estimativa de 10,2 milhões. O censo de 1990 registra 8,3 milhões, população novamente inferior à estimada, entre 9,1 milhões e 9,4 milhões.
O interior fez a transição sem sair da agricultura e Curitiba passou à industrialização, iniciativa encampada sucessivamente por todos os governos do Estado. Desde então falta a descentralização industrial para reforçar a estrutura das cidades médias ou ''cidades-dique'' no interior, em seu usado conceito da Associação de Dirigentes Cristãos de Empresas do Brasil em 1982.
''Não se processou um intenso e generalizado esforço de industrialização que empregasse a mão de obra liberada das atividades agrícolas'', segundo David Carneiro Júnior. Dos mais de 700 mil retirantes do Paraná, 590 mil se dirigiram a São Paulo, onde havia emprego urbano, apesar do risco de favelamento.
A reportagem é de Widson Schwartz, Especial para a FOLHA, e foi extraída da Tribuna de Amoreira